terça-feira, 22 de dezembro de 2009

ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA...

Eu só queria entender "o que" estava pensando e "por quê", o cara que inventou a expressão: “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”, uma vez que tenho percebido que tais provérbios, famosas frases populares, nem sempre conduzem à verdadeira realidade, pois “há pedras e pedras” !

Fui ao Google pesquisar e, de cara, tinha lá um cara falando umas coisas loucas, que vão a seguir, que eu fiquei sem entender mais nada. Bem, além desse, ufa!, ... outros tão eloqüentes! vai entender ! Leia abaixo e me dá sua opinião (nem vou citar os demais, e com todo respeito ao que escreveu o abaixo subscrito a seguir em seqüência....afi...!)

ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA - SOBRE UM MOTIVO TAOÍSTA NA LÍRICA DE BRECHT:

REMONTA certamente às possibilidades inexauríveis da imagem simbólica em desdobrar sentidos que a convivência prolongada com uma obra literária suscite por vezes no leitor a vivência do incomensurável - ou do incalculável, para mencionar termo mais ao gosto daquele que lançou as bases para a concepção de símbolo que aqui se pressupõe.

Se é verdade que uma tal vivência não é estranha ao leitor de Bertoldt Brecht, isto não significa estar às voltas, como certas tendências contemporâneas se comprazem em afirmar, com o volátil, o fragmentário, o centrífugo, a não-identidade etc.

Cacilda.... Que cara inteligente! Não entendi nada do que ele escreveu,... mas que ele escreve bonito, ah isso ele escreve sim! Vou até sugerir pra convidarem-no pra ser locutor de briga de galos lá em Tambaú no interior de São Paulo,.... e de navio!

Juro que eu só queria entender, de uma forma cientifica e mais racional e vou ter que recorrer das EXPRESSÕES POPULARES BRASILEIRAS, “tão certo como a água corre para o mar” para chegar a uma conclusão!

... (não me venha você que está lendo, também me criticar pelas “inexauríveis, inexoráveis, exotéricas, e esotéricas e lindas palavras” que não sei escrever, porque o meu negócio é só arroz com feijão!)

Dizem que “a água silenciosa é mais perigosa” e é exatamente essa a minha inquietação, pois eu tinha uma namorada em Uberlândia (faz muito tempo já), que, quando eu perguntava qualquer coisa como por exemplos: você gosta de mim, você quer ir ao baile, o que você gostaria de comer, quer dar um passeio,... etc., etc., etc., ??? ela que era muito tímida e calada, respondia a tudo a seguinte expressão: “ eu acho é pouco !”

Oras, “Águia não se detém caçando moscas”. Como é que eu poderia ficar ali “sentado à beira do caminho”, “dando uma de mineiro”, “esperando o trem passar”?

Dizem que “quem tem boca vai a Roma”, mas “quem vai ao vento, perde o assento”. E justamente “é aí que a porca torce o rabo”: eu só queria ver aquela “cabeça oca” resolver responder minhas perguntas já que “a esperança é a última que morre” e sabe-se que quando a gente “força a barra”, “a onça sai pra beber a água”.

Mas o pai dela era muito bravo e, sabe como é,... “a corda sempre arrebenta do lado mais fraco” e eu, um pobre mortal, como poderia querer tanto? “Paciência tem limites” e “água parada não move moinhos”, porisso levei logo uma caixa de chocolates pra “amansar o leão”, mas o sacana olhou bem pra mim com aquela cara de que “esmola quando é muita, o santo desconfia”! e me mandou “pentear macacos”!

“DEUS AJUDA QUEM CEDO MADRUGA !”

Já dizia meu chefe pra insistir com o “bode velho” porque “a experiência é a mãe de todas as ciências”, mas numa situação dessas, com aquele chato na minha frente eu sentia mesmo que “só a gente é que sabe onde o sapato aperta” e que “a moeda tem duas faces”. Mas, embora “a justiça divina tarda, mas não falte”, o problema era que “mentira tem pernas curtas” e ter paciência.... ah, ter paciência... eu sabia do ditado que “a pressa é inimiga da perfeição”, então resolvi "cutucar a onça com a vara curta”, porque comigo é assim: “ajoelhou tem que rezar!”

Nem preciso dizer que ela ficou toda elétrica porque “franga canta quando quer galo” e eu saquei logo que “naquele mato tinha coelho”.

AS APARÊNCIAS ENGANAM !

Meu pai sempre me dizia pra tomar muito cuidado com aquela moça e me ensinou que “a primeira ilusão do homem começa na chupeta”, mas, como em “cada cabeça uma sentença”, resolvi “chamar a jabiraca na chincha” porque aquele “bode velho” tinha bem o tipo de “cachorro que late, mas não morde” e pra falar a verdade eu acho que “a terra só é virgem quando a minhoca é mole” ou a “mata é virgem porque o vento é fresco” e eu não nasci pra ser “ bezerro enjeitado que não cheira teta ” !

O “bode velho abotoou o paletó, ... bateu as botas!” então resolvi dar uma de “bom samaritano

Mas, como dizem, “alegria de pobre dura pouco” e eu acabei “entrando numa fria” porque já dizia um baixinho picando fumo que “a última mulher que andou na linha o trem matou” !

“AÍ TEM GATO: ... SAI PRA LÁ, JACARÉ.  FOCINHO DE PORCO NÃO É TOMADA !"

Santinha do pau oco” fazia tipo e eu, um idiota, não percebi que “mulher chora antes do casamento e o homem só depois” afinal, “a ocasião faz o ladrão” e eu “entrei de gaiato num navio” e “meti a mão na cumbuca” naquela “canoa furada” que me fez entender porque só “Amélia é que era mulher de verdade” e eu acabei “caindo no conto do vigário” quando não quis dar ouvidos para “água de morro abaixo, fogo de morro acima e mulher quando quer dar ninguém segura!” e, o pior ... “onde tem fumaça tem fogo !

“ÁRVORE RUIM NÃO DÁ BOA SOMBRA !”

A gente só fecha a porta depois que ladrão entra”, mas,... como “a noite é uma boa conselheira” depois de “puxar uma boa palha” mostrei que “cabrito bom não berra” ... “amor com amor se paga” ... e “chumbo trocado não dói”.

“ A COBRA VAI FUMAR ! ”

Antes tarde do que nunca” já que “a voz do povo é a voz de Deus”, decidi então “pular a cerca”,... afinal, “a galinha do vizinho é sempre mais gostosa” e por sorte do destino “choveu na minha horta” e “antes um pássaro na mão que dois voando”, principalmente depois que descobri que as três piores coisas da vida são:
  1. cerveja quente;
  2. boi doente;
  3. a mulher da gente!

Cacete! Todo mundo sabe que “em rio de piranhas, jacaré nada de costas” e de “boas intenções, o inferno ta cheio !

Coitado do vizinho! Mas, ele, como eu, “dormiu de botinas e o cachimbo caiu !” ... e vou dizer uma coisa muito séria que “rapadura é doce, mas não é mole não” porque “raposa que dorme fora de hora, não come galinha”, mas “quem tem doce pra dar fica logo popular - olha o chifre aí genteeeeee ! ”.

É sabido que “boca fechada não entra mosquito” principalmente quando a gente “ tá mais por fora que umbigo de vedete ”, mas acontece que “ paredes têm ouvidos” e a gente “ vende até o último fio de cabelo porque careca não gasta pente” só pra não ficar “ na boca do povo”,... afinal “cada um dá o que tem !”.

" ANTES BURRO VIVO, QUE SÁBIO MORTO: CADA MACACO EM SEU GALHO ! "

Caldo de galinha e água benta, não fazem mal a ninguém”, porisso vou parar de ser “cabeça dura” e nem me incomodar mais se “água mole em pedra dura tanto bate até que fura!” já que comecei essa história numa "água de lavar a égua ” e eu já tô chamando “urubu de meu louro !” e é melhor parar por aqui antes de “fundir a cuca” e começar a dizer de novo já que todo mundo sabe que “águas passadas não movem moinho !”.

... ” olha que coisa mais linda, mais cheia de graça......

Depois da tempestade, ... vem a Ambulância ! " ... “ À noite, todos os gatos são pardos ", ... "em casa de ferreiro espeto é de pau !", ... "quem nunca comeu melado quando come se lambuza !" ... " malandro que é malandro não bebe mel mas come a abelha !",... " beijo de mulher feia é que nem mordida de cascavel !"

Bem, ... eu vou em frente que atrás vem gente!” Quer saber mais ??????

... “ Os homens são verdadeiros DIABOS, não há mulher que negue! Mas todas elas pedem UM DIABO QUE AS CARREGUE !”

-    o    -

Raul de Abreu
22/12/2009

JEAN ET MARIE


Jane Birkin - Je t'aime

Amanhecia calmamente sobre Copacabana !

Pessoas já caminhavam descalças na fria areia da praia, admirando o espetáculo da natureza brindando toda a beleza natural da Cidade Maravilhosa.

O Sol vagarosamente surgia por trás das ondas do mar, serenas, compassadas em uma linda melodia cantada pelo vento, pelas gaivotas, pelos suspiros e exclamações daquelas pessoas completamente fascinadas!

Turistas registravam com suas câmeras todo aquele explendor, como se nunca tivessem visto nada igual. Que lindo! Que delícia! Que prazer!

A areia da praia branquinha e gelada pelo sereno da madrugada guardava ainda vestígios de apaixonados que certamente entregaram-se em felicidade!

Caminhando tranqüila e sorridente, sozinha, uma bela mulher não se continha de emoção admirando aquele cenário tão bonito de cores tão variadas dos raios solares, das ondas, da areia, da vegetação, das roupas coloridas, dos sons diversos de línguas estranhas, das musicas... daquela vida toda cheia de poesia!

O Sol já se mostrava imponente enquanto as pessoas todas o admirando, de braços abertos, oravam agradecendo por mais um lindo dia, esperanças renovadas, alegrias desejadas, amores, saudades, vida!

Ela parou em frente a um grupo de turistas, admirando a manifestação tão repleta de alegria, de todos, por aquele momento tão mágico que não haveria qualquer vivente que não se comovesse.

- Bon jour, “petite dame”! Está merveilleux Le Soleil.
- Oh, monsieur. Je suis brésilien. Parlez vous portugais?
- Oui, ma petite dame. Um pouco, mas tenha você calma.
- Ah, sim! Vou falar devagar...
- Devagar ? No comprendo!
- Devagar,... Doucement !
- Ah, oui ! Sim, comprendo. Doucement…. Devagar ! Sim!
- Pardon moi, ... você morar a Riô ?
- Oui,... eu moro no Riô sim! (respondeu gargalhando)
- Oh,... você feliz! Lindô Riô, muito lindô Cidade Marravilhosa !
- Eu sou Jean...
- Oh, Jean, eu sou a Marie!
- Marie?
- Sim, Marie ... como Maria, mas em francês!
- Ah, si, trés intéressant! Un beau nom!

Marie e Jean ficaram horas conversando sobre a Cidade Maravilhosa e também sobre a França, em especial a “Cidade Luz”, afinal, as duas continham as “Maravilhas do Mundo”, o Cristo Redentor e a Torre Eiffel.

Marie sabia um pouco de francês e aproveitou o momento para lembrar um pouco o que já ia se perdendo....! Jean, encantado com aquela linda mulher brasileira, ia exercitando aos “trancos e barrancos” o pouco que havia aprendido do idioma “brasileiro”.

Jean, era um homem bem alinhado, claro porém bronzeado, olhos azuis, cabelos escuros lisos, de cerca de 40 anos, Arquiteto, porte físico atlético, ou bem cuidado, simpático, atraente, culto, educado e divertido.

Marie, uma linda mulher de cabelos castanhos claros, um belo corpo também bem cuidado, mineira residente no “RIÔ” há mais de 20 anos, ainda com leve sotaque mineiro-paranaense, já que também havia morado naquele estado, olhos castanhos de brilho penetrante, Artista Plástica, mulher e por isso não se fala a idade (??? !!!), cultíssima, educadíssima, divertidíssima e outros “íssimas” ...

... que “Cristão ou Muçulmano ou Judeu ou Tibetano ou outros, inclusive eu que estou aqui contando a história” NUNCA DEIXARIA DE NOTAR E FICAR LOGO BABANDO DE PAIXÃO !

(pronto, já apelei pra descrição que, no popular, só podemos mesmo é dizer: “ eita mulher gostosa!”... não vou dizer as medidas de Marie pra ninguém ficar depois me pedindo o nome, endereço, e-mail, celular, etc. ... porque se eu descobrir .... hehehehehe.... “ninguém tasca porque eu vi primeiro!”).

Bem,... onde é que estávamos mesmo ? Ah sim,... muito mesmo ! ufa !.... (esse francês tá me sacaneando, vou dar um jeito nele logo porque já to com ciúme!)

As horas passaram tão rapidamente, que nem perceberam que, sentados à sombra de uma exuberante árvore, o movimento da cidade, nas ruas, nos bares, na praia era intenso. Resolveram então encontrarem-se logo mais em um Restaurante próximo, já definido, para o almoço e continuarem se conhecendo.

Marie voltou pra casa radiante. Nunca poderia imaginar que justo naquele dia iria encontrar alguém tão agradável que ela já estava sonhando. Tomou logo seu banho e foi para o lugar combinado.

Jean, após o banho, olhando lá do alto, da janela de seu apartamento do Hotel, avistou aquele mar azul maravilhoso e pensou:

- “Que lindas as ondas do mar, que vêm e que vão e voltam num segundo formando espumas dando asas à minha imaginação, que vai distante buscar a figura tão doce de meu amor, inspirando caricias, afagos, fazendo-me sentir o perfume suave de seu corpo, o calor de seu abraço, a ternura de seu beijo, o compasso de seu coração, a beleza de seu sorriso, a alegria de te-la mulher!”

Jean apaixonou-se! E certamente também Marie!

Após o almoço, voltaram à praia, de mãos dadas, corações pulsantes...

O Sol começava a dizer adeus àquela paisagem tão linda e, da mesma forma que pela manhã, caminhava lentamente para sua morada todo cheio de explendor espargindo alegrias por todos os cantos onde seus raios pousavam carinhosamente, como num doce aceno melancólico, de coração também apertado, distanciando-se da Cidade Maravilhosa!

Silêncio!

Deitados na areia abraçaram-se!

... " Je t’aime, ... je t’aime !
Oh, … oui ! je t’aime !
Oh mon amour, ...
Comme la vague irrésolue, ...
Je vais, ... je vais et je viens,...
Entre tes reins ...
Et je me retiens ...
Je t’aime je t’aime !
Tu es la vague, moi l’île nue, ...
Tu vas, et tu viens, ...
Entre mes reins, ...
Et je te rejoins, ...
L’amour physique est sans issue, …
Alles! … comme la vague irrésolue,…
Je vais, tu vas, je viens, tu viens,…
Non ! maintenant !... Viens !..
Je t´aime ! … je t´aime ! … je t´aime ... "

-    o    -

Raul de Abreu
22/12/2009

ZÉ PERNETA



" A GRANDEZA DE UM HOMEM NÃO CONSISTE EM RECEBER HONRAS,... MAS, SIM, MERECÊ-LAS ! "



Marcha de guerra do Brasil

Por ocasião da SEGUNDA Guerra mundial, combatentes do mundo inteiro foram chamados para servir sua pátria em campos onde jamais imaginaram um dia conhecer.

No caso particular de nosso País - BRASIL, em especial nos Estados da Federação onde a temperatura média nunca atinge frios intensos, a ida dos conhecidos “Pracinhas Brasileiros” foi uma “aventura inesquecível.”

Um jovem, de nome JOSÉ (fictício), operário de uma Cerâmica de Telhas, de uma cidade fundada por italianos, analfabeto, viúvo, de vigor físico invejável foi convocado para defender a pátria nos campos de batalha da longínqua Itália.

Foi um dos combatentes que lutaram bravamente em Monte Castello e renderam os inimigos alemães, acostumados normalmente ao frio, neve, e às artes da guerra.

Zé do Barro, como era conhecido, enquanto em sua cidade pacata, antes da aventura na guerra, passava seus finais de semana pescando lambaris num riacho que cortava a cidade e, esporadicamente, acompanhava amigos na caça de pombos do ar, com rústicas espingardas de um tiro só!. Não era fácil alvejar um pombo; era preciso muita pontaria e esperteza.

Ele não era um bom atirador, pois nem arma teve algum dia.

Era um cidadão comum, trabalhador, pobre, simples, calado e honesto.

Foi convocado, assim como outros o foram, para defender os amigos que nunca houvera conhecido, a não ser pelos italianos que residiam em sua cidade e choravam a desgraça daqueles que ficaram na “Velha Bota”.

Com o coração cheio de emoção e alegria, foi abraçar seus amigos italianos da cidade prometendo que iria lá longe salvar seus parentes e que voltaria trazendo boas notícias.

Que homem exemplar! Não imaginava que com uma vestimenta de um país tropical fosse encontrar um inimigo que jamais houvera imaginado: O Inverno Europeu!

Mas, como tantos outros, embarcou no trem movido a carvão com destino à capital e daí para o porto onde o navio os esperava. E foi para a Itália num “barco grandão” que nunca tinha visto nem por fotografia. Foi uma epopéia a viagem até a Europa, pois o balançar das ondas, durante tantos dias, foi também uma prova de resistência e coragem jamais imaginada por todos.

Entretanto, o congraçamento com todos os pracinhas, em sua maioria também analfabeta, fez com que a viagem fosse amenizada, pois puderam conhecer as diferenças de culturas e costumes do povo brasileiro. Havia pracinha de todas as partes do Brasil, de norte a sul, de leste a oeste.

Todos com uma grande motivação: “Defender a Pátria a qualquer preço!”, sem temores, sem medos, mas tão somente com a coragem, força moral e um grande coração!

Ele tinha um filho chamado Jorge (fictício), rapaz muito forte e, como o pai, trabalhador em uma cerâmica apesar de seus poucos 11 anos de idade.

JORGE não tinha sapatos especiais enquanto trabalhava, mas sim uma bota velha, pois guardava em casa apenas um velho “chinelo espanhol” de cizal e uma botina feita sob medida na sapataria de um italiano de nome Caiaffa. O chinelo usava vez em quando para ir ver jogo de futebol e a botina era seu calçado de ir à missa.

Embora a vida humilde que levavam, eram felizes. Jorge andava pela cidade todo orgulhoso, pois seu pai tinha ido "lá longe" defender os parentes dos seus amigos “ricos” de sua cidade e, com isso, ganhava mais respeito e admiração de todos.

Zé do Barro, estava em Monte Castello e, quando os pracinhas conseguiram atacar os alemães, foi ferido na perna por uma baioneta inimiga de um jovem alemão. Mesmo ferido, sendo muito forte, conseguiu dominar aquele jovem, que ficou deitado no chão e com olhos arregalados fez o sinal da cruz esperando o golpe fatal que o levaria desse mundo.

Ele olhou para aquele menino, de pouco mais de uns 15 anos de idade e, mesmo sofrendo dores horríveis com seu ferimento não foi capaz de golpear aquele que, também sem saber o porquê, estava naquela guerra e o houvera agredido.

Estendeu-lhe a mão e disse ao garoto, chorando e com o coração apertado:
- Vá embora menino. Vai encontrar seus pais e que Deus o abençoe!
- Danke,... sehr Herr !

O menino, assustado, respondeu como podia e foi se afastando trêmulo e admirado com o gesto de Zé do Barro.

Mesmo com fortes dores, amarrou um pano sujo no ferimento e ainda, sem se abater, continuou com seus companheiros na perseguição aos alemães até que esses se rendessem.

Muitos combates, muitos feridos, muitos mortos de ambos os lados, muita tristeza por todo aquele horror que participaram sem ao menos terem pedido e nem saber porque tanta maldade que, em defesa da própria vida, eram todos acometidos !.

Meses depois, pela Graça de Deus, a Guerra terminou. Terminou com muitas dores  para  ele e seus companheiros que lembravam perplexos tantos feridos, tantos desaparecidos, tantos mortos !.

Foi socorrido, mas tardiamente, sendo necessária uma amputação parcial de sua perna já muito infeccionada.  TRISTEZA: tudo era muito rudimentar... não conseguiram evitar aquela tragédia. 

Receberam medalhas de heróis e voltaram para casa traumatizados com os horrores vivenciados.

Ele desembarcou no Rio de Janeiro em uma tarde onde toda população aguardava os Heróis Brasileiros com muita festa. Parentes abraçando seus soldados com o coração apertado, ... mas nenhum conhecido dele  ou de vários outros que residiam tão distante. Mesmo assim, foi abraçado por pessoas que nunca havia visto e nem sabia de onde eram.

O Trem para São Paulo estava lotado de ex-combatentes. Em cada estação, sem exceção, uma parada para homenagens dos cidadãos aos combatentes, sem faltar os discursos do Prefeito, das Senhoras da Liga Católica e finalmente do Padre, flores, rojões, banda musical, Hino Nacional, abraços, beijos.....

A cada vez que o trem iniciava uma nova partida, o silêncio reinante no trem!

Ele, com fortes dores, lembrava-se daquela última cena em que libertou o garoto alemão que poderia ser seu filho... e não se conformava da brutalidade do Ser Humano em ser capaz de eliminar seu Semelhante sem motivos racionais. Que tristeza tanta gente perdendo seus entes queridos por questões tão estúpidas.

Ele não via à hora de chegar a sua casa e abraçar seu filho bem forte e nunca mais sair de perto dele. Lágrimas escorriam de seu rosto de emoção da volta e da tristeza que deixou para trás na Velha Bota.

Olhou para seus amigos no trem e viu muitos mutilados de braços, pernas, ... voltando para suas vidas normais sem a mínima condição de produzirem novamente o sustento para suas famílias. Pensava triste que pelo menos Deus havia permitido-lhe uma perna intacta enquanto outros não tinham mais nenhuma  ou até os braços. Assim, consolado por esta sorte, fixou seu pensamento em voltar à fabrica e continuar seu trabalho.

Até chegar a sua cidade, teve que mudar mais duas vezes (baldeação) de trem.

A cidade toda estava esperando os seus poucos filhos combatentes, preparada ansiosa com uma grande festa de recepção !

O Trem na última curva antes da estação apitava insistentemente enquanto os moradores ladeavam os trilhos acenando bandeirolas e saudando emocionados seus combatentes.

A banda já esperava executando marchas, fogos de artifício não paravam de riscar os ares, os alunos do Grupo Escolar todos uniformizados e com bandeirinhas, os moradores com suas melhores roupas, os italianos chorando a emoção da solidariedade, os cães correndo de lá pra cá como que sentindo a chegada de seus donos e amigos,.... a cidade toda em festa,... uma cena inesquecível.!

Jorgel feliz, não conseguia conter a emoção para rever seu pai que estava ali a poucos minutos da estação.

Chegaram. Que euforia de todos!

Não dá pra conter uma lágrima, mas sim dar vazão a essa alegria de contagia todas as pessoas, a natureza, a vida.... e Deus presente nesse momento trazendo de volta os filhos que inocentemente foram lutar pelos ideais de liberdade e paz.

O dia todo foi de muita festa. Todos queriam saber os detalhes sobre a viagem de ida e volta, sobre a Itália, o frio, a neve, o inimigo.

Os dias se passaram. José estava na fábrica colocando o barro para amassar e fazer as telhas daquela cerâmica, como sempre havia feito desde que era criança.

Olhou para seu filho, ali, com uma pá também carregando o barro feliz com a presença do pai.

Ele adoeceu uns anos depois e ficou mentalmente perturbado. Teve que se aposentar sem, entretanto, receber uma pequena aposentadoria. Seu filho agora era o único a sustentar a casa.

José andava pela cidade e era sempre assediado para contar as histórias da guerra que ele mal conseguia contar, pois esse era o seu trauma. Lembrou alguma vez que conheceu uma linda italiana que escondeu num barracão para salvá-la dos alemães.

Ele só se lembrava da beleza daquela moça, simples, angelical, assustada, que ele nunca mais viu e nem soube.

A vida voltou ao normal na cidade, cada dia mais a guerra estava esquecida.

Para ele, não !. Ele passou a ser muito popular da cidade!

- Ô Zé Perneta, Ô Zé Perneta, .... a muié do barracão vem aqui te pegá...... Oi, Zé Perneta, ... a muié do barracão vem aqui te pegá !

Zé Perneta morreu anos depois, silente, simples, pobre e feliz por ter lutado bravamente naquele lugar tão distante para salvar os parentes de seus amigos conterrâeos, e por ter salvado aquela inocente criança, "o alemãozinho "!.

Tavez esteja agora nos braços daquela linda italianinha loirinha que com tanto carinho abrigou naquele barracão !.

... " Zé do Barro, que bom que você voltou aos meus braços! Agora teremos toda a eternidade para semearmos a paz e sermos felizes juntos! O Alemãozinho também está aqui esperando por você ! ".

-    o   -

Raul Ramos Neves de Abreu
22/12/2009

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

ESSE MUNDO MACHISTA























Se você pensa que ser Homem é fácil, tenho, infelizmente, que dizer que isso é um terrível engano:

- Mô,... tão tocando a campainha!
- Mô,... deixa dinheiro que a faxineira vem hoje!
- Mô,... mamãe vem jantar hoje aqui em casa. Vê se você não vai se atrasar!
- Mô,... o Júnior tá indo mal na escola. Você precisa ensinar matemática pra ele
- Mô,... ih, hoje não vai dá! Tô cuma enxaqueca daquelas!
- Mô,... vai logo, Mô, que estou com sono!
- Mô,... só se for de camisinha que to cansada pra tomá banho de novo !
- Mô,... tomou bolada no saco jogando futebol? Ah, isso passa logo...
- Mô,... Dor que dói é quando tô de TPM, ... !
- Mô,... amanhã vou chegar tarde do chá com minhas amigas!
- Mô,... o carro tá sem gasolina!
- Mô,... Mô,... Mô,.... Ah, ... você já dormiu ? Ufa... ainda bem ... !

ICH LIEB DICH !


Dia desses eu ia passando por uma dessas ruas movimentadas do centro da capital e percebi um movimento interessante em frente a uma loja de artigos musicais, em especial, Discos, CD´s, DVD´s, fitas, etc.

Uma portinhola, um pequeno balcão, poucos atendentes e um sem número de clientes ouvindo músicas com fones de ouvidos, um em cada aparelho de som. Aliás, ao que parecia, também os estilos de sons eram muito diferentes.

Um grupinho agitava, requebrava, levantava as mãos, sorria, gritava... Outro grupinho solfejava e parecia em estado total de levitação !

Várias outras pessoas ali na calçada tentando entrar na lojinha esperando um espaço.

Nesse último grupo, notei pessoas risonhas, pacientes, educadas ... e não resisti em juntar-me a elas pra saber onde iria parar “aquela festa” já que eu não tinha nada pra fazer mesmo naquela tarde.

Jovens de boa aparência, saudáveis. Fiquei observando com uma vontade daquelas de puxar assunto!

Havia uma garota linda de cabelos castanhos escuros, bem arrumados e de muito brilho. Ela sorria timidamente. Era, entretanto, a figura que se destacava naquele grupo, pois, em principio, vendo-a de costas não causava tanta admiração, pois, parecia apenas uma pessoa comum, bem arrumadinha como as outras porém, olhando-a de frente... que beleza de mulher ! Fiquei de queixo caído! (e ela rindo mais ainda...).

Observei bem a todos, com cuidado. Aquela garota.. hum... que amor de morena: - tinha um jeitinho tão especial no seu modo de andar, de sorrir, de olhar, de mover o corpo em compasso harmonioso com a música que estava ouvindo...

Não consegui disfarçar tanto e ela me percebeu. Olhou-me sorrindo ... !

Uau! A moça era estrangeira. Não era da capital.

Eu, ... com aquela cara de caipira do interior claro que ia chamar mais atenção do que ela, pois, afinal, quem poderia imaginar que eu pudesse entender e falar outro idioma senão o meu próprio e ainda com muita dificuldade?

Bem, eu não poderia fazer outra coisa depois de surpreendido, por observar, por tão encantadora garota, do tipo uns 26 a 28 anos, de uma pele encantadoramente linda, rosada, olhos azuis claros e cabelos escuros, senão apenas sorrir com um jeito “meio sem jeito”!

Insinuei-lhe que tivesse a tal idade que pensei mas, ela, com um bom humor incrível, sorriu, balançou a cabeça negou e sugeriu que não era tão novinha quanto estava parecendo pois teria bem mais. Então, desafiou-me a acertar pois como prêmio, se acertasse, eu ganharia um doce. (... bem que eu queria que tivesse dito “UM BEIJO”)!

Achei melhor não dizer nada porque já estava um bom começo para uma amizade duradoura (homem não pode ver mulher bonita que já quer..... eu pelo menos não queria passar por inconveniente e menos ainda perder até o doce).

Dei um sorriso e fiz um gesto com o rosto, típico de quem se desculpa, pois, afinal, senti-me invadindo seu espaço. Se eu disser (a você que está lendo) que fiquei rubro, poder-se-á até desconfiar que esteja é “colorindo” esse conto, mas eu realmente fiquei rubro de vergonha de ser um “penetra” num lugar público onde jovens curtiam suas músicas enquanto eu só passava por ali por nada ter que fazer no momento.

Bem, como diz aquela Famosa Filosófica Senhora, pensei:

- “ Já que o avião está atrasado, sua mulher tá “naqueles dias”, o seu fim de semana já está ferrado, você não tem nada a fazer e mais nada a perder,... compre uma Caravan, um barco, uma canoa, uma vara com caniço especial, umas caixas de cerveja, convida o vizinho pra pescar e.... relaxa e goza!”

Resolvi aceitar a sugestão do vendedor da loja, que percebi que de bôbo ele não tem nada! (bom sujeito o cara, apesar de ser um grande "fdp").

Então, discretamente fiquei mais perto daquele “amor de morena” e pensei:” Vou botar uma música “federal” do Alain Barriére – Ma Vie (acho que só conheço essa musica pra dar uma de Tio Sukita) e ver o que acontece!

E eis que a mocinha, que até então nada havia falado comigo, senão apenas um tímido “olá”, colocou logo uma música alemã com os dizeres (entre outros e repetidamente até o final)... “Ich lieb dich” e ficou olhando pra mim, sorrindo e mexendo o corpo de forma bonita e sensual ao som da música! (... será que tava me provocando ???!!!).

Olhei espantado pra mocinha e pensei: “ Será que ela entende a letra da música?”... Bem, talvez isso explique ser uma bela morena de pele rosada e olhos azuis, como era Romy Schneider a mais linda alemãzinha que o mundo já conheceu em seus vários filmes.

Ela não iria acreditar que sei algumas palavras em vários idiomas pois eu tenho mesmo é cara de caipira paulista daqueles que falam “párrrrmito, pastérrrr, cááárrrrrne, fóóórrrrrma, póórrrrta abééérrrrta, nóis vai, nós come, nóis fuma i nóis pita!”

Porém, … by the way, c´est la vie, anche noi, Je suis un petit garçon et vive la France! Das ist kein problem! Right? Die welt ist shöen!... mas arranho um pouco de tudo(cozinha, cama, mesa, jardinagem, banho e acessórios adjacentes)! Afinal já fui Secretário Aspone Adjunto de Assuntos Aleatórios e Adogmáticos Universais e Holísticos, sem contar que fui convidado a ser Papa.

(se você não entendeu nada do que escrevi acima não me pergunte, porque eu também não entendi nada já que essa morena me queimou um montão de neurônios... e eu quase virei “loiro”)

Mas, de qualquer forma, pra encerrar essa missiva, devo de dizer que o material em questão, submetido aos testes da câmera de combustão, foi aprovado nos ensaios de corrosão, conforme assinado pelo Químico Jão, o homem do bão coração!” E não se fala mais nisso!

Assim, ao pegar na pena pra escrever essa simples cartinha, quero registrar com muito carinho para aquela mocinha, amor de morena, que conforme dizia “Confúcio”, um grande navegador internauta genovês:

.... “O mundo é maravilhoso e eu te amo”

E que no idioma original "mandarin", escreve-se assim:

.... Die welt ist shöen und Ich lieb dich !

( e não se fala mais nisso outra vez) ! ! !

-    o    -

Raul de Abreu
21/12/2009

O CARTEIRO E O POETA



A temperatura em Procida estava bem agradável, aproximando o fim da tarde.

Aquela paisagem maravilhosa, no Golfo de Nápoles, Itália, faz o coração de qualquer vivente compassar acelerado diante de tantos encantos naturais, histórias, lendas e costumes!
De longe, em pequenas embarcações de pescadores avistam-se casas coloridas, simples e belas.

E vão acenando para os barcos os familiares que esperam aqueles que logo cedo se lançaram ao mar, como rotineiramente, em busca da farta quantidade e variedade de peixes e frutos do mar, que são o sustento da mesa de cada dia, assim como a sua fonte de renda.

É lindo ficar ali assistindo a esse espetáculo, com o mar em águas mansas levando sonhos e esperanças e trazendo fantasias (a nossa imaginação encantada) que acabam nos envolvendo em pensamentos ainda mais distantes!

O Outono é uma Estação de transição que ameniza o calor intenso e,parece, traz alguma coisa ”no ar” que não sabemos bem definir, pois, transforma os sentimentos mais exacerbados e emotivos.

Uma casinha rosada abriga um pequeno bar que serve de local onde os moradores e turistas tomam algumas refeições e um bom vinho. Não se pode deixar de experimentar as especiarias do mar, os queijos de cabras, o vinho .... E uma musica típica cantada, ao fundo, com acompanhamento de um acordeón e um violão.

Naquele momento, fim de tarde, parece que o mundo pára pra ouvir e reverenciar aquele espetáculo.

Naquele bar, houvera um dia a filmagem do premiado O CARTEIRO E O POETA... cujos personagens parecem ali eternamente presentes.

Saí pensativo, após degustar aquelas delicias, em direção à encosta, num lugar mais afastado e resolvi subir a colina, por uma trilha de chão batido que levava ao topo do monte.

O Sol estava ali adiante, como que cansado de mais um dia, contemplando a mesma paisagem que eu não consegui desviar os olhos.

Balancei a cabeça, querendo acordar... Mas um sonho tão gostoso não se pode acordar!

Começou a ventar suavemente... Senti um calafrio!

O vento que vinha do mar, sussurrava bem baixinho e eu queria dar “asas à imaginação” e fitei, como que hipnotizado, um ponto distante no mar... que se levantava e vinha caminhando ao meu encontro!

Sorri um sorriso tão gostoso, que pareceu um bálsamo celestial e imaginei-me indo em direção àquela figura, uma linda e meiga mulher dançando feliz de braços abertos e vindo ao meu encontro!

A brisa em meu rosto parecia um beijo delicioso de amor, daqueles que só o coração apaixonado é capaz de sentir e, em meus braços, aquela mulher angelical, com um lindo sorriso... dizendo-me,...

- “hoje eu queria receber dúzias de flores, palavras de carinho, o seu amor... e ser eternamente feliz em seus braços!”.

Não pude conter uma lágrima, que vou dizer que foi apenas o suor, tamanha a emoção eu senti ao, imaginariamente, abraçar e beijar com muita doçura...

O céu num instante ficou lilás e meu coração como um tambor de contentamento!

Vou jogar no mar o meu pedido, em uma simples Carta, para que esse sonho nunca se desfaça, mas que traga de verdade a mocinha que fez o céu lilás e, nos nossos abraços, carinhos e amor, sintamos sempre o prazer de nos encontrarmos e sermos felizes !

-    o    -

Raul de Abreu
21/112/2009

QUERIA VER O SEU ROSTO !

Estava uma noite fria, daquelas que deitamos de lado com as pernas encolhidas e o corpo todo encolhido pra aquecer um pouquinho.

Sob uma pequena manta de lã, eu virava pra lá e pra cá, incomodado com o vento que soprava através da veneziana do quarto....

Devia ser umas 2 horas da madrugada. Eu não conseguia dormir.

Liguei o aparelho de som em uma emissora de FM de músicas suaves, buscando “pegar no sono”. Embalei na fantasia... !

De repente, não sei se eu já estava dormindo e sonhando, aquele ventinho frio que vinha da janela pareceu-me entrar no quarto vindo em minha direção vagarosamente....

Um perfume delicioso de flores silvestres e jasmins, dama-da-noite, rosas... não sei bem explicar, como seu eu estivesse entrando em uma perfumaria decorada de forma colonial, com muitos quadros pintados em tons suaves...

Um oboé, melancólico sussurrando como um apelo pela vida e encontrando-se com violinos, mágicos, formaram logo um delicioso momento de muita atenção, prazer e imaginação.

Interessante: - eu ali na cama, encolhido, e ao mesmo tempo vendo-me em um lugar totalmente desconhecido, perfumado, florido, maravilhoso e com uma musica divina!

Balancei a cabeça querendo acordar e senti no rosto o vento acariciando-me, como em forma de mãos tão delicadas, levando-me à vazão de sentimentos tão deliciosos que meu corpo cedeu a um relaxamento reconfortante.

Eu conseguia ouvir aquela musica, em notas deslizando por todo ambiente, levando-me em estado de levitação ao encontro de uma doce mulher que, na penumbra, não conseguia visualizar o rosto, mas apenas sentir seu perfume, sua voz, e a meiguice de seu ser.

Em seguida dormi profundamente e feliz, balbuciando alguma coisa: ...

“ eu só queria ver o seu rosto!”

-    o   -

Raul de Abreu
21/12/09