sábado, 23 de janeiro de 2016

GUNGA - O VALOR DA AMIZADE !.

Não sei qual motivo ela era conhecida como GUNGA, mas era uma das pessoas mais incríveis e benquistas por todos que habitavam nossa cidade !.
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Se alguém for pesquisar o significado da palavra “gunga”, certamente encontrará que se trata de um tipo de instrumento musical – O Berimbau, que toca a linha grave utilizado na Capoeira. E o Tocador, na roda da capoeira, é o Líder que convida os jogadores ao “pé do berimbau” para iniciarem a dança !.
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GUNGA era uma Líder nata. Onde quer que ela estivesse, lá também estavam várias pessoas seguidoras, admirando aquela linda mulher que encantava a todos por onde passava.
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Gentil, sempre bem humorada, inteligentíssima, levando uma palavra amiga, agradável, estimuladora, formando uma fileira de seguidores.
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Era uma Artista ímpar: tocava vários instrumentos. Aprendi meus primeiros passos na música em sua casa. Ela solfejava e eu só conseguia admirar aquela Princesa e mal conseguia levantar a mão...
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Lembro-me sorrindo o tempo todo daquele sorriso envolvente, carinhoso. Mas,... Ela não era apenas uma doce mulher, muito feminina e admirada por todos por tais qualidades: Era também “um grande amigo” que jogava bolinha de gude com a molecada, mais moleque que todos os moleques, que chutava bola, que dava “carreirões” naqueles malandrinhos que aprontassem alguma travessura.  Só de lembrar, não consigo parar de rir e, ao mesmo tempo, derramar lágrimas de saudades daqueles lindos momentos que pude desfrutar do seu “raio de luz” que fazia com que todos nós fôssemos mais solidários, mais amigos e mais tudo que pudesse ser bom.
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Não me lembro de um pequeno instante qualquer de que algum incauto tivesse tido a ousadia de ser indelicado com GUNGA, pois ela, com aquele vasto sorriso já desarmava qualquer um.
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Sorrisos, sorrisos, sorrisos.
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O VALOR DE UMA GRANDE AMIZADE tinha um nome todo especial:  GUNGA !.
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Fazíamos serenatas constantemente e era ela quem ia à frente tocando seus instrumentos, em especial um ACORDEÓN DE SOPRO, único na cidade. Mal tocávamos um violão, mal cantávamos qualquer canção, mas ia ela à frente e, como num passe de mágica, a harmonia de todos cantando uma linda canção.
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Certa vez, o Cantor e Compositor Juca Chaves gravou uma canção que diziam era para uma conterrânea de nome Ana Maria. Sinceramente acho que tudo que fosse parecido com nossa terra, já dizíamos que tinha sido feito sob forte inspiração por nossa terra. E assim, claro, deve ser em todos os lugares.
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Ana Maria era uma moça linda, cabelos claros, olhos azuis, muito meiga e também muito admirada e respeitada por todos nós. Sua irmã mais nova, aliás, sua única irmã, era também uma doçura de garota que fazia com que os garotos sonhassem com uma noite de Luar... !.  Ah,... o Luar !.
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E GUNGA ia à frente com seu ACORDEÓN DE SOPRO, enquanto nós, pobres mortais, enfeitiçados pela música e pela ambiência íamos em coro cantando: ...
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.Na Alameda da Poesia,
.Chora rimas ao Luar,
.Madrugada e Ana Maria,
.Sonha sonhos cor do Mar.
.Por quem sonha Ana Maria,
.Nesta noite de Luar ?...
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POR QUEM SONHA ANA MARIA  -  JUCA CHAVES 1960
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Hoje é noite de Luar, o dia foi ensolarado e mesmo em pleno verão soprou um vento de saudade que trouxe a brisa de presente e uma vontade enorme de sonhar !.
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GUNGA mora em outro lugar. Lá deve haver o Luar todos os dias e ela deve estar tocando as mais lindas melodias, encantando todos os Anjos que ficam em total silêncio para admirar !.
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Qualquer dia desses estaremos novamente jogando bolinha de gude e talvez eu a acompanhe com o meu “pinho” que Rodrigo levou lá para a Dinamarca onde encanta, mesmo sob a neve, nas mais lindas noites de LUAR !.
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..Na Alameda da Poesia,
..Aonde vamos nos encontrar ?.
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Raul Ramos Neves de Abreu
23 Janeiro 2016

sábado, 7 de novembro de 2015

BEM QUERER



INDIFERENÇA  -  ZEZÉ & LUCIANO DE CAMARGO
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Estava seguindo pela estrada, pensativo, esquisito, sem saber porque...!.
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Dirigindo distraído,  avistando logo à frente meu próprio passado que deslizava vagarosamente, como nuvens sorridentes que iam acenando alegres fazendo-me sorrir também com emoção bem sentida  e saudosa de tanto tempo.
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SILÊNCIO !. Apenas o ronco do motor e o suave sussurar do vento !.
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Balancei a cabeça e sintonizei o rádio em uma estação local. 
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Que interessante: nunca havia prestado atenção àquela música. Na verdade, sim, é claro que já havia ouvido várias vezes aquela bonita melodia, um som delicioso para relaxar... mas nunca havia "ouvido" a sua letra, quero dizer, claro que ouvi várias vezes e até poderia cantar automaticamente toda a sua letra, porém, nunca prestei atenção na mensagem chorosa do BEM QUERER !.
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BEM QUERER !.
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Lembrei de meu pai: Ele era um escritor !.
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Era correspondente de jornais, tanto do local quanto o da Capital. Escrevia as notícias, como jornalista, e também publicava crônicas e poesias. Meu pai não era apenas um escritor, ele era um Poeta !.
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Escreveu e publicou muita coisa. Tenho quase tudo guardado mas, como naquela música que estava ouvindo, embora tivesse lido várias vezes seus escritos, fosse onde fosse o meio veiculado, apenas li mas não me interessei em entender, assimilar suas mensagens !.
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Agora entendo o sentido da INDIFERENÇA e me envergonho enquanto ouço essa música:
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- ... é a sua indiferença que me mata,...que me mata,... que me mata... !"
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Aquele moço pegou o telefone, chorando, muito triste, implorando:
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- " Fala pra mim, diga a verdade: de onde vem esse medo que machuca tanto a gente ?. Quero entender, pois me parece tudo errado. Parece um fogo cruzado e não consigo entender !. Venho procurando há tanto tempo,... por quê não me telefona ?. Pelo menos diga-me para esquecer... Tenho o coração partido, sei que estou chegando ao fim. Está tudo errado, é essa Indiferença que me mata. È essa Indiferença que me mata... !".
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Eu deveria ter lido aqueles poemas e sentido com o coração, não apenas com os olhos e com os ouvidos pois assim é tudo tão vazio. É a pessoa que Queremos Bem que nos fala e não conseguimos dar atenção, menos ainda ouvir e entender sua mensagem.
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É como "falar ao vento":- ... As palavras rompendo-se em letras desencontradas que vão seguindo pelo ar sem qualquer sentido que se possa compreender, mas trazendo o amargo sentimento da ruptura que fere o coração e a alma, na percepção de quem ama, enquanto a súplica da presença só encontra como eco a Indiferença !.
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Fala pra mim, diz a verdade...!.
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BEM QUERER:-... Vou ler novamente, como sendo a primeira vez, tudo que meu pai escreveu. Em seus poemas, há tanta verdade tão linda que só agora que descobri vou poder entender !.
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Raul Ramos Neves de Abreu
07 - Novembro - 2015

sábado, 24 de outubro de 2015

OLHOS E OLHARES !.

Há olhares que por si só bastam para tudo dizer e percebermos o seu sentido. E não esquecemos.
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Há olhos que nos tocam, de uma forma ou outra, e nunca esquecemos !.
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Aquele olhar sereno, radiante, repleto de orgulho trazia um grande sentimento de  alegria, paz, disposição, esperança e vitória !. Tudo o que se queria ver:  “aquele olhar de aprovação, de consentimento, de conforto !”.
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Aquele olhar sisudo, aborrecido, decepcionado, desiludido,... Era tudo que não se queria ver: “aquele olhar de reprovação, de repreenda, admoestação, causando tristeza e desilusão !”.
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Há olhares que estimulam o bem viver. Há olhares que desanimam.
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Aquele olhar daqueles olhos...
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Há olhos que gostaríamos para sempre ter, aqueles que admiramos, que amamos, que desejamos e até invejamos !. Não esquecemos.
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Há olhos que  nos machucam pelo modo de nos olhar !.
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Há aquelas pessoas que nos marcam por seus modos de olhar ou pelos olhos que possuem. Não esquecemos !.
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Quando a luz dos olhos meus e a luz dos olhos teus, resolvem se encontrar. Ai que bom que é isso meu Deus ! Que frio que me dá, o Encontro desse Olhar !” (Vinicius de Moraes – Pela luz dos olhos teus)".
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“ Olhar você me faz refletir, tudo que vivemos e o que há por vir !. Pois tudo passa quando você me abraça e, quando você me abraça... e quando me beija, arrepio dos pés à cabeça !. Pois tudo passa quando você me abraça e quando você me beija, Desejo ter você para a vida inteira !”. (Marauê – Olhar você).
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Há olhares que não esquecemos e há aqueles olhos que lembraremos a vida inteira !.
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Seus olhos parecem estrelas que iluminam a minha vida e o seu olhar é como a mais preciosa seiva que alimenta a minha alma !.
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SHEENA EASTON - "FOR YOUR EYES ONLY"
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Raul Ramos Neves de Abreu
23 Outubro 2015

domingo, 18 de outubro de 2015

ORQUÍDEAS... !

Orquídeas são as plantas que compõem a família ORCHIDACEAE, pertencentes à Ordem ASPARAGALES, uma das maiores famílias de plantas existentes. 
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Apresentam muitíssimas e variadas formas, cores e tamanhos e existem em todos os continentes, exceto a Antártida, predominando nas regiões tropicais.
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São em sua grande maioria EPÍFITAS, ou seja, as que crescem sobre as árvores, usando-as tão somente para apoiarem-se na busca da luz.
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Não são plantas PARASITAS, pois nutrem-se de materiais em decomposição que caem das árvores e acumulam-se emaranhadamente nas raízes das orquídeas.
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Encontram-se em muitas formas na natureza, sendo a quantidade de espécies diferentes (naturais) de aproximadamente (conhecidas) 25.000 espécies.
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Observe-se ainda que há um variado e quase desconhecido número (no total) de espécies HÍBRIDAS (cruzamentos de espécies diferentes, gerando uma nova espécie) tanto no seu habitat natural (meio ambiente) quanto pelas ações dos Orquidicultores que desenvolvem centenas ou milhares de novas espécies todos os anos.
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É muito comum que as pessoas recebam, como presentes, belas e floridas Orquídeas e quando as flores murcham e caem, elas são jogadas no lixo, desconhecendo, na maioria das vezes, que a Orquídea não morre mas pode continuar sendo tratada na forma em que foram presenteadas, em vasos, por exemplo, ou transplantadas em árvores, pois os troncos das árvores são o HABITAT NATURAL das orquídeas.
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Deve-se observar, entretanto, que tais plantas gostam de lugares iluminados mas sem a ação do Sol diretamente sobre elas, ou vento em demasia.
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Orquídeas gostam de umidade e, portanto, devem ser regadas periódicamente mas com o cuidado para que á agua escorra e não fique presa às raízes da planta pois isso fará com que as mesmas sofram e façam com que a planta morre. Adubos e fertilizantes devem ser aplicados periodicamente, ou seja, uma vez por mês. Orientações específicas sobre os tipos de adubos e a forma de aplicação são encontradas nos rótulos de tais produtos e/ou orientação de especialistas nas lojas especializadas. Também há literatura variada na internet sobre como tratar a sua orquídea.
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CYMBIDIUM
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PHALEANOPSIS
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DENDROBIUM NOBILE
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ONCIDIUM CHUVA DE OURO
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DENDROBIUM - variadas
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VANDA
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CATTLEYA
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Raul Ramos Neves de Abreu
18 / 10 / 2015


sábado, 10 de outubro de 2015

AINDA HAVERÁ O NOSSO TEMPO !.

Os  dias têm passado e acabamos não nos dando conta de que havia tanto por fazer para nos entregarmos. O tempo passou e agora, ... só as lembranças que, como espinhos, ferem, sangram, deixam saudades e o inconformismo de tanta postergação !. Como serão os amanhãs ???.
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Sonhávamos com o campo, as montanhas, o mar, as estrelas, uma cabana florida cheia de rosas, dançando ao som de músicas suaves e tão alegres retratando a vida de como é bom viver e amar eternamente !.
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E o tempo passou !.
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A memória insistente, afetivamente tão forte, saudosa, traz a todo momento o desejo de que se cultive o tempo, que venha o tempo para que paremos sem pensar em nada mais senão apenas em amar e seguir adiante por uma deliciosa estrada, sem fim, até o tempo que não se conta e fique presente para sempre !.
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Ainda temos todo o tempo do mundo. Não é preciso dizer mais nada !.
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“... Find someone that can make you smile, and don’t give up on them ! “
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Música:  We have all the time in the world - Louis Armstrong
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Raul Ramos Neves de Abreu
10 de Outubro de 2015

quarta-feira, 1 de julho de 2015

NOSSA SHANGRI-LÁ

Em Janeiro de 1963 foi publicado no Jornal O TAMBAÚ, o texto com o título "NOSSA SHANGRI-LÁ" de autoria do Professor SEBASTIÃO ALICIO SUNDFELD, conhecido carinhosamente como Professor SEBAS !.
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NOSSA SHANGRI-LÁ
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Como sabem, SANGRI-LÁ é aquele lugar ideal concebido por James Hilton em seu famoso romance "HORIZONTE PERDIDO". 
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E tão famosa foi a obra que a expressão Shangri-lá continua servindo de paradigma a tudo que diz respeito a algo de bom, de perfeito, de belo.
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Porém, no romance, o extraordinário lugar era inacessível, impossível alcançá-lo. Não tinha estradas.
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É o caso de Tambaú, cidade gostosa para se viver, onde a perturbação dos conflitos ainda não ocorrem como na promiscuidade social dos centros maiores. Mas, se Tambaú é uma Shangri-lá para se viver, também é uma Shangri-lá sem estradas. Tanta semelhança assim já é um exagero.
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Quem precisa de se locomover dessa querida terra para outros lugares, ou para cá voltar, tem de se armar com força de vontade, paciência e coragem, porque enfrentar uma epopéia será inevitável.
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Portugal descobriu mais depressa o caminho marítimo das Índias do que Tambaú para conseguir sua estrada estadual. Estrada estadual, bem entendido, no sentido reto da expressão, porque rodovia oficial que se preze não é essa barreira, esses atoleiros, esses aclives e declives derrapantes que aí temos. Rodovia Oficial não pode ser isso. 
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Aliás, esse trecho de estrada que aí temos, ligando Tambaú a Palmeiras foi ao tempo do Governador Garcez. De então para cá, esses 13 quilômetros de rodovia tem dado "pano para mangas". Não só o trecho de Tambaú, mas o que pertence a Palmeiras também.
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Olhem que esse Ônibus da linha Tambaú-Campinas, que tenta estender o percurso até São Paulo, vem sendo heróico. Por outro lado, não é possível a Empresa melhorar de veículo porque de uma hora para outra é um eixo que pode partir, uma derrapada contra o barranco, e etc., etc., etc. !. A perícia do chauffeur é que tem sido providencial.
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Tambaú é uma Shangri-lá... moderna !. Claro, ... tenhamos paciência pois os meios de comunicação logo virão !.
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Mas, não aqueles dos lhamas Tibetanos, que se comunicam por telepatia, mas estradas com veículos circulando direitinho, nos horários e percorrendo o caminho corretamente.
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Sei que "Transmissão de Pensamento" vale muito pois, nós, privilegiados moradores de Shangri-lá concentrarmo-nos emos em "onirismo" coletivo !!!.
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Então,... vamos agora: todos emanados num só pensamento:  "es-tra-da"... "es-tra-da"..."es-tra-da" ... Aummmmmm !!!!...
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Aummmmm..... As antenas receptoras de nossos governantes hão de atender-nos, é certeza ! E, assim,... Tudo por nossa querida Tambaú, o nosso "Doce Shangri-lá ! ".
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Hoje estamos em Julho de 2015.
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Em princípio de 1964 iniciaram as obras das estradas com asfalto, fruto da união do pensamento e do esforço coletivo - o "Mantra Sagrado" !. Tambaú ficou mais linda, mais aprazível, digna de seu honroso título " Tambaú Shangri-lá a Cidade das Chaminés Fumegantes !". Aummmmm !.
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Professor Sebas com sua filha Bernadete em Solenidade na Loja Maçônica de Tambaú, sendo homenageado por todos os seus feitos dignamente realizados durante toda sua vida.
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Raul Ramos Neves de Abreu
  01  de Julho de 2015

terça-feira, 30 de junho de 2015

UMA SERESTA EM TAMBAÚ

O jornal " O TAMBAÚ " em sua edição datada de 28 de Julho de 1963, entre vários artigos, publicou a crônica " QUERER BEM " escrita por BOLIVAR AMARAL ABREU, como uma doce lembrança e homenagem:
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" Ao grupo de Homens que na despretensiosa apresentação de sua arte, mantem viva a Alma Romântica desta Terra, na poesia mais sublime cuja métrica difícil é a Música !."
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A luz acesa, pendendo do teto nobre, qual lua artificial num céu de madeira, rebrilha no polido metal dos instrumentos empunhados por mãos rudes de homens simples.
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Nos semblantes há uma apaixonada expectativa. Nos olhos, um brilho de extraordinária satisfação - luz da alma em êxtase que se esconde no corpo do músico.
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Depois, um leve sinal, imperceptível sinal que tem a magia de transformar o silêncio em algo diferente, em algo suave que, num crescendo de harmonia, completa a Beleza do momento !.
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É a música que se inicia !.
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É a alma do músico, é a alma do compositor, a alma de quem ouve, de todos que se desprendem num sôpro, abraçados, sonhando, bailando, em um comovido ritmo de valsa.
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MUSICA: BRANCA    -      COMPOSITOR: ZEQUINHA DE ABREU
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Fecho os ohos e escuto apenas o tempo que roda, roda,...
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Bancos de jardins passam rodopiando, batidos de luz, mármore frio, sem alma na alma das noites que se vão... !.
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Casais de namorados conversando ao luar,... um leve rumor de beijos !.
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Sombras que se escondem nos jardins, entre tufos de roseiras perfumadas, soluçando com a voz do vento as juras nunca esquecidas !.
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A quermesse, cheia de misterioso encanto dos "cartões-elegantes", levando mensagens gentis de amor inocente, começo de romance que sempre tem a duração efêmera do instante de festa...
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Tudo vai passando com a vertigem deliciosa de um sonho, girando,... girando,...girando... !.
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Abro os olhos:
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Não !. Não morreu a beleza das noites, o encanto das ruas, a poesia dos jardins: Está tudo presente, agora nesta sala de paredes azuis, lisas, onde a "Bandinha" executa apaixonada a linda valsa que ouço e que é gravada, com capricho, por alguém que sabe compreender o envolvente encanto dessas músicas de seresta - voz das almas enamoradas da eterna beleza da noite, dos poetas das ruas desertas, cheias de luar e sereno !.
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Que comovido adeus de alguém, que soluço triste, em sons de música, nessa valsa tão bonita !.
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E que poetas abnegados a transformá-la em algo tão sublime, retendo na alma da terra a alma da poesia que é um Sonho !.
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Esses Homens que cansam o corpo no trabalho árduo do todo-dia, mas, à noite, encontram ainda um vigor diferente no coração para falar com a música aos outros desta doce terra !.
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Alcino Morandin no seu Baixo mi-bemol, ... Augusto Rochetti no Bombardino, ... Angelo Arrighi no Sax , ... Olimpio Lopes de Faria e Osvaldo Giaretta no Trombone de Harmonia, ... Nelo Macatrozzo e Alécio Martinelli no Pistão, ... Antonio Vicente Morandin no Trombone de canto, ... Diomedes D'Ercole na Clarineta, ... Joaquim Dutra no Bumbo, ... Amauri Rocco na Caixinha, ... e Avelino Xavier no Surdo.
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A luz acesa como Lua Artificial, num céu de madeira, ilumina a sala !.
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Eu os vejo, todos, enlevados, desprendidos, empunhando seus instrumentos na execução bonita de uma valsa antiga.
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Um gravador moderno, coração de metal, frio, sem vida, mas que retém todas as notas para repetí-las depois, ... não sei porquê !.
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E a valsa dolente passeia pelo ar, com um aceno de adeus, fugindo pela janela para a noite fria... !.
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Dolorosa separação !.
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Raul Ramos Neves de Abreu
         30 Junho 2015